
De lá para cá algumas divulgações, não só publicitárias, mas no mundo da moda, ensaios fotográficos, grifes especializadas e afins começam a considerar as mulheres tamanho G/GG. Mas quer saber, para mim não passa de balela.
Uma vez que se respira magreza, ossos, ou subnutrição, até, não tem espaço para gordinhas.
Não, nem de longe condeno ou desadmiro mulheres acima do peso, até porque teria que quebrar o espelho se pensasse o contrário.
Percebo como estão lindas, super na moda, cheias de estilo e sensuais aquelas que mantém sua vaidade acima dos quilos a mais na balança, sejam elas capa de revista, garotas propagandas, ou não.
Mas o padrão foi firmado, e não parece estar nem um pouco disposto a se moldar de fato.

Porque estou falando isso? Porque mais uma vez me deparo com uma notícia enaltecendo publicações com as ditas “modelos GG.”
“Na contramão da chamada ditadura da magreza”.
Esta afirmação, para mim, ressalta o preconceito, e por conseqüência o caráter comercial de toda ação por detrás dela.
Se existe a intenção de “aceitação” às gordinhas (sim, porque hoje é errado ser gorda), esta deveria partir da total naturalidade.
Não acho que seja interessante a criação de lojas especializadas, produtos, ou rótulos de modelos tamanho plus ou GG. Não precisa de ensaio especial, nem novo segmento de mercado. O ideal, aliás, é a real aceitação dos diversos modelos existentes, permitindo o mesmo espaço a todos.

Você entraria na loja que faz seu estilo, e independente do tamanho que veste encontraria belas roupas que te servem. Folhearia uma revista e não veria uma seção específica com modelos Plus, mas mulheres gordas em meio aos ensaios fotográficos das tendências para o verão, junto com as magras, brancas, amarelas e negras. Você seria olhada com naturalidade, e não como se tivesse acabado de assaltar uma sorveteria ou o estoque de pizzas do restaurante da esquina.
Isso sim seria prezar pela real beleza.
Trata-se de respeitar as curvas, as retas, as lombadas ou precipícios. O asfalto, a poça e o chão batido.
Isso é aceitar a diversidade das pessoas que compõe o mundo.

Lindas modelos. Belas fotos estas que os veículos de comunicação estão passando a incluir (aos poucos e sem nenhuma previsão de ascensão) em suas editorias. Mulheres sexys, meigas e ousadas começam a aparecer. E pasmem, elas são gordas. Lindas, não?
Ou seus olhos não acostumaram ainda? Nem sei se irão, porque se o novo segmento não se consumar, as “plus size” dançam – na mídia, claro. Não nas ruas.
Eu ainda voto na naturalidade da beleza. Aquela que não faz disto notícia, mas apenas parte da sua revista preferida, da prateleira na altura dos olhos e no olhar provocante que vem da mesa ao lado, e sim, é para você.
Mas paro por aqui, se não, o que faço eu, além de diferenciar a moda que vem na “contramão da ditadura da magreza”?

Beijokas, girls!










